Illusions Daros

13|09|2014 – 13|02|2015

Casa Daros, Río de Janeiro

Casa Daros, Rio de Janeiro

Este microsite não é otimizado para smartphones. Utilize tablet ou computador desktop. Obrigado.

girar tablet

role para navegar

A arte é ilusão?

A arte é real?

A arte é mais real que a realidade?

O que é realidade?

Ilusão?

Luis Camnitzer

Nasceu em 1937 em Lübeck, Alemanha, cresceu e estudou no Uruguai
Vive e trabalha em Great Neck/Nova York, Estados Unidos, e Valdottavo, Itália

Los Carpinteros

Marco Antonio Castillo Valdés (*1971, Cuba) e Dagoberto Rodríguez Sánchez (*1969, Cuba)
vivem e trabalham em Madri, Espanha

José Damasceno

Nasceu em 1968 no Rio de Janeiro, Brasil
Vive e trabalha no Rio de Janeiro

Mauricio Alejo

Nasceu em 1969 na Cidade do México, México
Vive e trabalha em Nova York, Estados Unidos

Liliana Porter

Nasceu em 1941 em Buenos Aires, Argentina
Vive e trabalha em Nova York, Estados Unidos

Leandro Erlich

Nasceu em 1973 em Buenos Aires, Argentina
Vive e trabalha em Montevidéu, Uruguai, e Buenos Aires

Teresa Serrano

Nasceu em 1936 na Cidade do México, México
Vive e trabalha na Cidade do México, e em Nova York, Estados Unidos

Fernando Pareja
& Leidy Chavez

Fernando Pareja (*1979, Popayán, Colômbia)
e Leidy Chavez (*1984, Popayán, Colômbia)
vivem e trabalham em Bogotá, Colômbia

José Toirac

Nasceu em 1966 em Guantánamo, Cuba
Vive e trabalha em Havana, Cuba

Exposição

Sobre a exposição

“Ilusões” abre o olhar para os espaços multifacetados e complexos, difíceis de ser interpretados, que oscilam livremente entre uma suposta realidade e a assim chamada ilusão.
A exposição é um convite à percepção mais consciente, a pensar e a compreender mais profundamente, o que pode levar até a descobertas mais abrangentes, que talvez agucem nossa capacidade de diferenciar o que significa realidade, o que significa ilusão.

Curadoria de Hans-Michael Herzog e Katrin Steffen

Visite a exposição

Casa Daros

Aberta em março de 2013, a Casa Daros é um espaço de arte, educação e comunicação dedicado à produção contemporânea latino-americana. A instituição ocupa um casarão neoclássico de 1866, em Botafogo, no Rio de Janeiro, e está ligada à Coleção Daros Latinamerica, que tem sede em Zurique, na Suíça.
Além de exposições, a Casa Daros oferece uma série de atividades em sua programação, como oficinas, formação para multiplicadores, encontros com artistas, programação de cinema, performances e apresentações, entre outras, além de ter uma biblioteca especializada em arte latino-americana contemporânea, uma loja e o restaurante e café Mira!.

casadaros.net

Daros Latinamerica

A Coleção Daros Latinamerica, com sede em Zurique, é uma das mais abrangentes coleções de arte contemporânea latino-americana. Atualmente, conta com mais de 1.200 obras de 120 artistas, trabalhos produzidos desde a década de 1960 até os dias de hoje.
A formação da coleção é orientada não pela busca de uma totalidade enciclopédica, mas sim pela importância e pelo poder expressivo e persuasivo das obras de arte, observando sua relevância dentro da produção do artista ou dentro de um contexto histórico. As obras são selecionadas por sua capacidade de evocar níveis de leitura diversos e de aprofundar questões estéticas, sociais e humanas.

daros-latinamerica.net

Créditos Microsite

Edição

Daros Latinamerica AG

Direção

Domingo Eduardo Ramos

Design e Desenvolvimento

Eyekon AG


Agradecimentos especiais a Hans-Michael Herzog e Daniel Ilar; e às equipes de Daros Latinamerica e Casa Daros, em especial a Katrin Steffen e Maria Luiza Sacknies


Direitos Autorais & Isenção de responsabilidade

Créditos Fotografias

Iñaki Domingo, cortesia Ivory Press (Los Carpinteros: 16m) | Ignacio Iasparra, cortesia Galería Ruth Benzacar (Erlich: Cambiadores) | Julián Lineros (Retrato Camnitzer) | Peter Schälchli (Camnitzer: Envelope, This is a Mirror, Boxes, Landscape as an Attitude; Porter: todas as obras; Serrano: 5 Rolling Stones, Blown Mold, Del mismo diámetro) | Jordi Socías (Retrato Los Carpinteros) | Sung Pyo Hong (Retrato Damasceno) | Dominique Uldry (Camnitzer: Arbitrary Objects, Fragment of a Cloud, Living Room; Damasceno: O presságio seguinte; Erlich: Piedras, Las puertas) | Bernardo Winitskowski (Início)

ilusões
info

Arbitrary Objects and Their Titles

(Objetos arbitrários e seus títulos)

Luis Camnitzer1979/2010

Objetos encontrados e lápis sobre papel em parede
Dimensões variáveis

Objetos encontrados foram afixados aleatoriamente à parede, com um rótulo manuscrito cujos contornos irregulares lhes dão também a aparência de destroços à deriva após um naufrágio – termos que parecem ter sido arrancados de um conjunto complexo. E, de fato, a organização é totalmente casual – a coerência de sua narrativa é fornecida apenas pela participação mental e pela assimilação do espectador de cada elemento no próprio contexto pessoal. Embora os objetos e os termos sejam tão abertos quanto possível, podem ser reunidos para formar um grupo e ao mesmo tempo deixar claro quanto a percepção de cada espectador é diferente.
Maren Welsch, 2010

comente esta obra

Fragment of a Cloud

(Fragmento de uma nuvem)

Luis Camnitzer1967

Tinta spray preta sobre algodão e acrílico
35 × 50.3 × 1 cm

comente esta obra

Envelope

(Envelope)

Luis Camnitzer1967

Série de dez águas-fortes com carimbo de borracha
41 × 34.5 cm cada

As formas geométricas usadas em “Envelope” – dois quadrados, um dentro do outro e conectados por linhas diagonais – são idênticas em todas as folhas, mas cada uma tem uma legenda diferente: “envelope”, “túnel”, “pintura”, “janela”, “tela”, “grade”, “caixa”, “cubo” e “teto”. De acordo com os alicerces democráticos de seu pensamento, Camnitzer oferece ao espectador várias maneiras de interpretar essas formas e assim rebelar-se contra o que ele considera a ideologia doutrinária e o cânone formal estrito da arte minimalista. O artista também aborda as relações de discurso e representação e demonstra em que medida a percepção do espaço pelo observador é orientada pela informação linguística.
Maren Welsch, 2010

comente esta obra

This Is a Mirror. You Are a Written Sentence

(Isto é um espelho. Você é uma frase escrita)

Luis Camnitzer1966–1968

Poliestireno formado a vácuo
48.4 × 62.5 × 1.5 cm

Entre as primeiras obras conceituais de Camnitzer há uma chapa sintética que exibe o seguinte texto: “This Is a Mirror. You Are a Written Sentence” (Isto é um espelho. Você é uma sentença escrita). A declaração em si é incompreensível, escapando ostensivamente de qualquer construção lógica. Essa associação de dois absurdos realça a consternação do espectador – e com ela sua curiosidade – e a peça torna-se uma investigação do poder da linguagem além do mero declaratório.
Maren Welsch, 2010

comente esta obra

Real edge of the line that divides reality from fiction

(Borda real da linha que separa a realidade da ficção)

Luis Camnitzer1974–1975

Arame, placa de latão gravada, vidro e madeira
34.8 × 24.9 × 5 cm

Nos anos 1970, Luis Camnitzer mudou o foco de seu trabalho artístico para a construção de objetos, com especial relevância para as “Caixas”. São molduras retangulares de madeira com a frente e o fundo de vidro. Na parte inferior, uma placa de latão gravada, em inglês ou espanhol, com o título correspondente ao trabalho. Enquanto o observador acredita que poderá ler uma explicação sobre o que se expõe nas caixas, os textos na verdade foram criados antes dos objetos. Mas, certamente, eles não funcionam como ilustrações, pois só em seu jogo recíproco, acompanhado do trabalho de reflexão do observador, imagem e texto produzem um todo narrativo.
Maren Welsch, 2010

comente esta obra

Woman looking ...

(Mulher olhando (para: uma maçã, um acidente pela janela, suas unhas a secar, uma revista pornográfica, uma almofada bordada, uma multidão aos gritos, uma mancha de gordura em uma toalha xadrez, um telefone que toca, o rosto de Eisenstein para sua aprovação))

Luis Camnitzer1974

Fotografia p/b laminada, placa de latão gravada, vidro e madeira
37.7 × 25.4 × 5 cm

Nos anos 1970, Luis Camnitzer mudou o foco de seu trabalho artístico para a construção de objetos, com especial relevância para as “Caixas”. São molduras retangulares de madeira com a frente e o fundo de vidro. Na parte inferior, uma placa de latão gravada, em inglês ou espanhol, com o título correspondente ao trabalho. Enquanto o observador acredita que poderá ler uma explicação sobre o que se expõe nas caixas, os textos na verdade foram criados antes dos objetos. Mas, certamente, eles não funcionam como ilustrações, pois só em seu jogo recíproco, acompanhado do trabalho de reflexão do observador, imagem e texto produzem um todo narrativo.
Maren Welsch, 2010

comente esta obra

Forma determinada por la conexión de los puntos...

(Forma determinada pela conexão dos pontos externos do texto que descreve a forma)

Luis Camnitzer1972–1974

Objeto de latão, placa de latão gravada, vidro e madeira
35 × 25.1 × 5 cm

Nos anos 1970, Luis Camnitzer mudou o foco de seu trabalho artístico para a construção de objetos, com especial relevância para as “Caixas”. São molduras retangulares de madeira com a frente e o fundo de vidro. Na parte inferior, uma placa de latão gravada, em inglês ou espanhol, com o título correspondente ao trabalho. Enquanto o observador acredita que poderá ler uma explicação sobre o que se expõe nas caixas, os textos na verdade foram criados antes dos objetos. Mas, certamente, eles não funcionam como ilustrações, pois só em seu jogo recíproco, acompanhado do trabalho de reflexão do observador, imagem e texto produzem um todo narrativo.
Maren Welsch, 2010

comente esta obra

Pencil drawing ...

(Desenho a lápis baseado em “Pitágoras como descobridor dos intervalos musicais”, de Lucas Cranach, apagado do papel)

Luis Camnitzer1974–1975

Garrafa de vidro com apagamentos, placa de latão gravada, vidro e madeira
34.9 × 24.9 × 5 cm

Nos anos 1970, Luis Camnitzer mudou o foco de seu trabalho artístico para a construção de objetos, com especial relevância para as “Caixas”. São molduras retangulares de madeira com a frente e o fundo de vidro. Na parte inferior, uma placa de latão gravada, em inglês ou espanhol, com o título correspondente ao trabalho. Enquanto o observador acredita que poderá ler uma explicação sobre o que se expõe nas caixas, os textos na verdade foram criados antes dos objetos. Mas, certamente, eles não funcionam como ilustrações, pois só em seu jogo recíproco, acompanhado do trabalho de reflexão do observador, imagem e texto produzem um todo narrativo.
Maren Welsch, 2010

comente esta obra

El instrumento y su obra

(O instrumento e sua obra)

Luis Camnitzer1976

Lápis, fio, placa de latão gravada, vidro e madeira
35.1 × 24.9 × 5 cm

Nos anos 1970, Luis Camnitzer mudou o foco de seu trabalho artístico para a construção de objetos, com especial relevância para as “Caixas”. São molduras retangulares de madeira com a frente e o fundo de vidro. Na parte inferior, uma placa de latão gravada, em inglês ou espanhol, com o título correspondente ao trabalho. Enquanto o observador acredita que poderá ler uma explicação sobre o que se expõe nas caixas, os textos na verdade foram criados antes dos objetos. Mas, certamente, eles não funcionam como ilustrações, pois só em seu jogo recíproco, acompanhado do trabalho de reflexão do observador, imagem e texto produzem um todo narrativo.
Maren Welsch, 2010

comente esta obra

Living Room

(Sala de estar)

Luis Camnitzer1969/2010

Fotocópia sobre vinil adesivo sobre parede e piso
Dimensões variáveis

Cortesia do artista e Alexander Gray Associates, Nova York

Em 1969, a pedido do Museu de Belas-Artes de Caracas, na Venezuela, Camnitzer criou uma sala de estar completa, afixando palavras fotocopiadas por todo o espaço de exposição, de maneira a marcar a localização dos itens reais. A coisa mais surpreendente na peça era como ela funcionava bem: os visitantes caminhavam pela área rotulada “tapete”, mas evitavam parar sobre a “mesa”, com seus elementos rotulados em detalhe. Por meio da denotação linguística, “Living Room” não apenas dá rédea solta à imaginação do espectador mas também consegue influenciar diretamente seu comportamento e produzir uma rede espacial de relações.
Maren Welsch, 2010

comente esta obra

Portrait of the Artist

(Retrato do artista)

Luis Camnitzer1991/2010

Ventilador, arame e lápis
Dimensões variáveis

comente esta obra

Landscape as an Attitude

(Paisagem como atitude)

Luis Camnitzer1979

Fotografia p/b, laminada
28 × 35.5 cm

comente esta obra

16m

Los Carpinteros2010

Tecido, plástico e metal
95 x 1600 x 60 cm

“16m” é uma instalação formada por 200 paletós de terno preto sobre camisas brancas que foram todos furados, cortados com tesoura, deixando um furo irregular em seu lado direito – um furo que, ao assomar, constrói visualmente em sua extensão um túnel escuro de 16 metros de longitude, vislumbrando-se no fundo a luz. Na realidade, o túnel é uma ilusão, pois existe apenas porque os 200 paletós se sobrepõem longitudinalmente, gerando uma escultura interior com um vazio na fronteira entre o real e o imaginário. O uso da seriação, a multiplicação de objetos – nesse caso, de paletós pretos sobre camisas brancas, ambos mutilados –, mediante uma construção de ressonâncias pop e pós-minimalistas, converte-se em um grande poema visual, em um metaobjeto de múltiplas evocações poéticas de fundo social e político. Mais uma vez esses artistas transformam e recodificam o objeto cotidiano através de sua descontextualização e manipulação em um artefato estético-político.
Orlando Britto Jinorio, 2014

comente esta obra

O presságio seguinte (experiência sobre a visibilidade de uma substância dinâmica)

(The Following Omen (Experiment about the Visibility of a Dynamic Substance))

José Damasceno1997

Manequim, tecido e corda
Aprox. 660 cm de comprimento, 170 cm de diâmetro

Em poucas obras como “O presságio seguinte”, o embate entre ciência e poesia, ou entre fantasia e realidade, parece superado de maneira tão natural, como se esses mundos contrapostos fossem, em realidade, um só. As cordas que desenham o corpo no espaço nada mais são, no fundo, que a ponte que nos leva, desapercebidamente, do mundo que conhecemos para o da imaginação.
Jacopo Crivelli Visconti, 2010

comente esta obra

Crack, Line
Twig, Hole

(Rachadura, Linha, Galho, Buraco)

Mauricio Alejo2002–2003

Vídeos em canal único
cor / som

Os vídeos de Mauricio Alejo apresentam imagens aparentemente simples que se revelam ilusórias por meio de ações ou intervenções diretas. Suas obras exploram de maneira provocativa a natureza do espaço tridimensional em que são produzidas, a superfície bidimensional sobre a qual são exibidas e os espaços mentais e imaginários que evocam.
Ralph Rugoff, 2005

comente esta obra

Scratch

(Rasgo)

Liliana Porter1974

Água-forte e água-tinta
76 x 56.5 cm

Procurei trabalhar com elementos que me pareciam mais simples ou banais ou menos carregados de significado para conseguir que a obra ficasse mais próxima de uma pergunta do que de uma afirmação, que admitisse mais reflexões e mais possibilidades de significado. Que não fosse uma obra fechada. Ali surgiu a arte na qual eu utilizava um pequeno prego ou um fio ou uma sombra e onde aparecia o espaço vazio, ou seja, o conceito de “não lugar”. Desde esse momento, as questões do tempo e da relação entre representação e realidade me interessam muito.
O que me interessa da confusão visual nestas obras é questionar a substância da realidade e do tempo. A distância entre as palavras e as coisas, por assim dizer.
Liliana Porter, 2014

comente esta obra

Nail

(Prego)

Liliana Porter1972

Serigrafia e fio
76 x 57 cm

Procurei trabalhar com elementos que me pareciam mais simples ou banais ou menos carregados de significado para conseguir que a obra ficasse mais próxima de uma pergunta do que de uma afirmação, que admitisse mais reflexões e mais possibilidades de significado. Que não fosse uma obra fechada. Ali surgiu a arte na qual eu utilizava um pequeno prego ou um fio ou uma sombra e onde aparecia o espaço vazio, ou seja, o conceito de “não lugar”. Desde esse momento, as questões do tempo e da relação entre representação e realidade me interessam muito.
O que me interessa da confusão visual nestas obras é questionar a substância da realidade e do tempo. A distância entre as palavras e as coisas, por assim dizer.
Liliana Porter, 2014

comente esta obra

Stitch

(Costura)

Liliana Porter1970

Água-forte em verniz mole e fio
75.5 x 56 cm

Procurei trabalhar com elementos que me pareciam mais simples ou banais ou menos carregados de significado para conseguir que a obra ficasse mais próxima de uma pergunta do que de uma afirmação, que admitisse mais reflexões e mais possibilidades de significado. Que não fosse uma obra fechada. Ali surgiu a arte na qual eu utilizava um pequeno prego ou um fio ou uma sombra e onde aparecia o espaço vazio, ou seja, o conceito de “não lugar”. Desde esse momento, as questões do tempo e da relação entre representação e realidade me interessam muito.
O que me interessa da confusão visual nestas obras é questionar a substância da realidade e do tempo. A distância entre as palavras e as coisas, por assim dizer.
Liliana Porter, 2014

comente esta obra

Piedras (From the Wall)

(Pedras (From the Wall))

Leandro Erlich2003

Seixos, madeira e motores elétricos
22 x 254 x 254 cm

comente esta obra

Las puertas

(As portas)

Leandro Erlich2004

Portas de madeira e luz fluorescente
Dimensões gerais variáveis, portas 208 x 105 cm cada

Em minha obra, a ação dinâmica do público confere ao espectador um papel de ator, mas o singular é que o faz sem que ele abandone sua posição de observador.
Leandro Erlich, 2014

comente esta obra

Cambiadores (Changing Rooms)

(Trocadores de roupa)

Leandro Erlich2008

Paredes, molduras douradas, espelhos, banquetas, luzes e cortinas
24 cabines, 210 x 120 x 120 cm cada
Dimensões gerais 220 x 640 x 790 cm

É um fator importante em todos meus projetos que o espectador consiga rastrear o processo: ele é reconhecível. O truque não é apresentado para enganar o público, mas para ser entendido e solucionado por ele. Tal engajamento com o trabalho envolve a participação do espectador e leva ao pensamento de que a realidade é tão falsa e construída quanto a arte: é uma ficção. Embora seja a ficção em que todos nós concordamos em viver. Eu sou uma pessoa muito otimista, e entender esta realidade pode ser muitas coisas ao mesmo tempo aumenta sua consciência da vida, da política e de seu entorno em geral.
Leandro Erlich, 2008

comente esta obra

5 Rolling Stones

(5 pedras rolantes)

Teresa Serrano1999

Material sintético e cabelo natural
Diâmetro 25 a 30 cm cada

Grande parte do trabalho de Teresa Serrano aborda questões relativas à violência de gênero ou contra as mulheres. Em sua obra “5 Rolling Stones” aparecem cinco esferas, bolas, revestidas de diferentes perucas, de cor e forma aparentemente femininas. A ilusão visual que o cabelo pode causar como artefato de simulação é transcendida quando percebemos as esferas no chão como cabeças que rolam, subtraídas de seu corpo, no maior dos absurdos da violência. Cabeças que rolam e se deslocam nos rios de violência, como as pedras que, de tanto rolar e rolar, acabam tendo a forma praticamente esférica, como as pedras roladas, as “rolling stones”.
Orlando Britto Jinorio, 2014

comente esta obra

Blown Mold

(Moldagem a sopro)

Teresa Serrano2012

Vidro
Dimensões gerais 80 x 150 x 50 cm

“Blown Mold”, como sugere o nome, é feito com uma técnica artesanal tão antiga quanto a história da humanidade. Nela, o artesão “transcende” seu papel humano para situar-se em um nível demiúrgico, um autêntico criador que, com seu “sopro” humano, ilusão do divino, é capaz de dar forma a uma massa de matéria para transformá-la em um objeto frágil e belo. A artista escolhe quatro dos chapéus mais simbólicos da Igreja Católica – o solidéu, a mitra, o barrete e o chapéu Saturno – para construir uma metáfora sobre a fragilidade daqueles que se situam sob esses ícones de representação do transcendente na terra. Não são deuses, mas seres humanos que, apesar de estar toucados ou cobertos pelos símbolos divinos, deixam entrever com suas transparências as contradições de uma igreja que não foi capaz de gerar um espaço de igualdade para a mulher nem soube enfrentar e atalhar as situações de violência contra a inocência e integridade dos menores. A obra de Teresa Serrano põe sutilmente o dedo na chaga das incoerências das estruturas sociais, políticas e religiosas que geram sempre violência contra as mesmas personagens: as mulheres, os menores e os mais desfavorecidos.
Orlando Britto Jinorio, 2014

comente esta obra

Del mismo diámetro

(Do mesmo diâmetro)

Teresa Serrano2012

Tecido e lápis colorido sobre papelão
34.5 x 77.5 x 16 cm

“Del mismo diámetro”é o resultado de uma observação da artista sobre o toucado mais simbólico de três grandes religiões associadas a três grandes culturas da humanidade: a cristã, a hebraica e a islâmica. Descobrir que seus adornos fundamentais têm o mesmo diâmetro (17 centímetros) não desvela senão uma medida-padrão da cabeça de um ser humano. Sendo um atributo que se conecta com a divindade, sua igualdade, na medida assinalada pela artista, está nos recordando que são cidadãos comuns os que exercem essa liderança ou poder sobre milhões de pessoas, apesar de seus toucados – novamente uma ilusão de divindade para nos recordar o caráter terreno desses símbolos de poder, evidentemente masculinos.
Orlando Britto Jinorio, 2014

comente esta obra

Boca de tabla

(Boca de tábua)

Teresa Serrano2007

Vídeo em canal único
12’52” / p/b / som

“Boca de tabla” tem a ver com ser apanhado em um universo becketiano de tautologia existencial. O vídeo de Serrano começa com uma mulher de meia-idade caminhando solitária pelo interior de uma casa de classe alta, interagindo aqui e ali com significantes que apontam para o mundo exterior e o temporal. Sua tentativa de comunicação além do labirinto em que ela está presa, porém, é inútil. Entretanto, há momentos em que a interioridade da mulher – que permite um grau de transcendência de seu labirinto – é manifesta. “Boca de tabla” é uma obra filosófica e poética cujo efeito se deve principalmente a sua estética cinemática e à atmosfera de “film noir” estabelecida por sua dialética “chiaroscuro”.
Raúl Zamudio, 2008.

comente esta obra

Untitled

(Sem título])

Fernando Pareja & Leidy Chavez2012

Madeira, papelão, cera de abelha, acrílico, motor, som e luz
Dimensões gerais variáveis, objeto 26 cm x 54 cm de diâmetro

Figurinhas de cera sobre discos em rotação, luz estroboscópica e uma trilha sonora intensa são os componentes de suas máquinas de animação de Fernando Pareja e Leidy Chavez, que servem para insuflar vida a figuras imóveis, para que contem sua história em sequências curtas, de constante repetição.
Em “Untitled” (2012), mulheres idosas saem apressadas de uma arcada circular, avançam rapidamente por uma plataforma, apenas para então jogar-se no vazio. Preso no sistema da sequência infinita, esse drama fatal repete-se sempre. A cena é uma reflexão sobre a situação até agora desesperadora na qual se encontra a população civil da região de origem dos dois artistas, a província colombiana de Cauca, presa no meio do fogo cruzado de um conflito armado interminável entre o exército, os grupos paramilitares e as guerrilhas.
A real força de seu trabalho, porém, está no fato de que Fernando Pareja e Leidy Chavez, por meio do jogo entre ilusão e realidade, acabam levantando questões universais, que atingem todos nós.
Katrin Steffen, 2014

comente esta obra

OPUS

José Toirac2005

Vídeo em canal único
4’49” / p/b / som

Durante quatro minutos e 49 segundos, podemos identificar, neste vídeo em canal único em preto e branco, uma sucessão de cifras em loop que emana da inconfundível voz do comandante Fidel Castro. Nesta obra de José Toirac, a retórica interminável, até praticamente a extenuação física e psicológica do ouvinte, emitida a partir do discurso paternalista do poder, fica reduzida a um tipo de ilusão minimalista sonoro-numérica não isenta, como é habitual na obra desse artista, de certas doses de humor. O inacabável discurso político é despojado de todos os seus elementos de conteúdo para, em um processo de desconstrução e síntese, ser reduzido pelo artista a apenas uma litania de cifras incessante, um mantra adormecedor de dados, impossíveis de comprovar, e que supostamente pretende produzir no ouvinte – o espectador – um estado de certo sossego diante da incerteza de seu presente e de seu futuro. A impossibilidade de verificação de todos esses dados, emitidos como mera propaganda política, faz com que, em última instância, e como bem assinala o próprio artista, eles apenas possam ser assumidos como verdadeiros por um mero ato de fé. As cifras, os dados emitidos então a partir das instâncias de poder, se transformam em uma nova forma de religião.
Orlando Britto Jinorio, 2014

comente esta obra

Lorem ipsum dolor sit, consectetuer adipiscing elit. Aenean commodo ligula egetdolor. Aenean massa.

6 dias atrás

1 day ago

hoje

ocultar comentários